quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Vendo O Casamento Pelos Olhos de Deus


  "Porque o Senhor foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade..." (Malaquias 2:14). "Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem" (Mateus 19:6)."Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento...para que não se interrompam as vossas orações" (1 Pedro 3:7).
O casamento não é invenção humana que pode ser definida e destruída conforme os caprichos egoístas dos homens. O casamento foi criado por Deus. Ele é testemunha dos nossos votos e está preparado para julgar a nossa desobediência. Desrespeito pelos compromissos do casamento destrói a nossa comunhão com o nosso Criador. É imprescindível que aprendamos a ver o casamento como Deus o vê.
"Cada um tenha a sua própria esposa"
Em 1 Coríntios 7:2, Paulo repete o princípio que Deus estabeleceu quando criou o primeiro casal. "Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" (Gênesis 2:24).
As palavras de Jesus em Mateus 19:4-6 afirmam que a intenção de Deus desde a criação de Adão e Eva era que o homem fosse fiel a uma esposa legítima até a morte. As palavras que descrevem o primeiro casamento mostram que o Senhor pretendia que outros seguissem o mesmo padrão. Adão não tinha pais para deixar, mas os filhos de centenas de gerações posteriores têm cumprido este aspecto do princípio perpétuo estabelecido no Éden. Mesmo em sociedades corrompidas por anarquia e iniquidade, o casamento mantém uma posição honrada (Hebreus 13:4).
A relação do casamento: Dois se tornam um
Juntar duas pessoas numa união completa descreve vividamente a beleza do casamento que Deus planejou. Deus não pretendia deixar o homem sozinho; então ele lhe deu a companheira perfeitamente adequada. Quando um homem e uma mulher se casam, eles formam uma nova e única unidade. Eles dividem uma relação sexual especial que jamais deve ser compartilhada com outros (1 Coríntios 7:3-5). Quando a mulher segue a liderança de amor do marido (Efésios 5:22-33), os dois participam juntos de sonhos e sofrimento, de conquistas e calamidades, do vigor da juventude e da fragilidade da velhice. Para este par privilegiado, a vida não se define mais com a palavra eu, e sim com a palavra nós.
Ao longo dos anos, a fusão de duas mentes na busca da mesma meta eterna cria uma intimidade e compreensão sem igual em relações humanas. A faísca de admiração no olhar de uma jovem noiva é apenas uma sombra do brilho constante no olho de uma mulher que superou décadas de desafios da vida com o homem que ela ama. O prazer que o noivo sente quando toma a mão da sua noiva é meramente um presságio do carinho que sentirá anos depois quando toma a mão de sua mulher, então envelhecida, para firmar os seus passos incertos.
O perigo de desconsiderar os princípios divinos
Aqueles que desprezam a perfeição do plano divino sofrem as tristes conseqüências de lares quebrados, corações esmagados, e espíritos quebrantados. Uma sociedade que apóia divórcios pecaminosos e incentiva casamentos ilícitos ceifará o que semeia. O sacrifício necessário para casamentos bem-sucedidos é sufocado pelo egoísmo que os destrói. O amor que fornece segurança é substituído pela lascívia que deixa esposas e filhos inocentes abandonados e desprotegidos num mundo cruel. Nem leis humanas nem doutrinas engenhosas podem mudar o fato que Deus permite apenas dois motivos para contrair novas núpcias: morte do primeiro companheiro (Romanos 7:3; 1 Coríntios 7:8-9,39) ou divórcio porque o parceiro cometeu adultério (Mateus 19:9).
Outros abusos da vontade de Deus também causam destruição. O sexo antes do casamento, incluído no termo bíblico fornicação ou relações sexuais ilícitas, sempre está errado (1 Coríntios 6:9-11,18; 7:2; Gálatas 5:19; Hebreus 13:4). Mesmo quando perdoado pela graça de Deus, o sexo antes do casamento, muitas vezes, traz graves conseqüências. Além das possíveis conseqüências físicas, a fornicação pode roubar o casamento posterior da intimidade especial que Deus fez para ser dividida exclusivamente por pessoas casadas. Relações homossexuais são outra perversão do plano de Deus. Todas as tentativas de "autoridades" humanas a defender a conduta homossexual como algo "natural" não podem apagar as palavras nítidas de Romanos 1:26-27 e 1 Coríntios 6:9-11. Homossexuais, como fornicadores, adúlteros e todos os outros pecadores, precisam se arrepender para buscar o perdão de Deus (Lucas 13:3; Atos 2:38; 8:22; Mateus 3:8).
Abençoados por nosso Criador
O casamento é uma das ricas bênçãos preparadas para nós pelo benevolente Criador. Quando seguimos o plano dele, gozamos das maravilhas do amor e da segurança nesta vida, e a expectativa de um lar perfeito na eternidade.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

COMPROMISSO A DOIS

 

 Muitos cristãos ainda não tiveram a oportunidade de conhecer o que significa viver um Relacionamento nos moldes do COMPROMISSO, por isso diversas pessoas tem caído em armadilhas na área sentimental, muitas vezes até manchando o seu testemunho. Deus quer escrever uma nova história na sua vida amorosa! Ele quer realizar o seu sonho de constituir uma família, pois este sonho nasceu no coração dEle. Para viver essa grande promessa de Deus, há um preço a ser pago: viver em santidade. E o Compromisso é um relacionamento amoroso, fundamentado na santidade. Abaixo alguns tópicos para esclarecer melhor este assunto para você:

1.       O compromisso começa com a oração.
Conforme o artigo da semana passada “Oração a dois” (LEIA), a oração é o primeiro e principal passo para um relacionamento bem sucedido. Recomenda-se que o rapaz após se interessar na moça, entre num propósito pessoal de oração. Ao mesmo tempo, ele estará buscando ser amigo da moça, para conhecê-la melhor. Quando o moço perceber que há paz que vem do Esp. Santo para o relacionamento, ele irá convidar a moça para um período de 3 meses de oração, sem romantismos. Caso a moça se interesse primeiro por um rapaz, só poderá orar, mas NUNCA tomar nenhuma iniciativa, pois esta cabe ao homem. Se ele não tomar a iniciativa de orar com você, talvez isso seja um sinal de que ele não é a pessoa que Deus tem para você. Nunca tente chamar a atenção dele, apenas ore, e o Esp. Santo se encarregará do resto.
2.       O papel das autoridades
Os pais e a liderança da igreja são as pessoas mais adequadas para participar deste momento em sua vida. Compartilhe com eles o seu desejo de orar com alguém e peça cobertura de oração da parte deles. Saiba ouvir conselhos, pois eles tem muito mais experiência de vida do que você, e se eles não concordarem com a pessoa que você quer orar, repense! Depois no futuro não vai adiantar chorar, caso haja alguma decepção por não ter ouvido os conselhos. Os pais e a liderança devem participar de todo o processo do compromisso.
3.       Como funciona o compromisso na prática?
O compromisso é uma amizade mais profunda. O casal deve buscar se conhecer melhor, porém em santidade. Isso significa renunciar a agarramentos, beijos. Baseado na Bíblia, acerca das paixões dos jovens que os mesmos devem fugir do pecado. Não podem defraudar o seu próximo. Então, baseado nisto, sugiro um relacionamento mais santo e puro possível, baseado em diálogo, oração e intimidade com Deus. Rigorosamente evite o isolamento. Devem evitar de ficar muito sozinhos, pois é geralmente nestas ocasiões que os problemas acontecem.

4.       E se o casal está namorando, tem como se adequar ao compromisso?
O namoro não é bíblico!!!! A palavra namoro significa “fazer amor”, sabemos que biblicamente o sexo é abençoado apenas dentro do casamento. Se você já namora, tem vida sexual ativa, ou pelo menos beija de língua, ao optar pelo Compromisso, deverá renunciar as obras da carne, pois estas só trazem sentimento de culpa, vergonha e maldição. O beijo é um ato sexual. Nenhuma relação sexual começa sem carícia, toques e beijos, justamente porque o corpo precisa ser preparado. Então você e seu namorado devem conversar e tomar uma decisão radical de se tornarem Compromissados, para o bem do futuro de vocês. (Marcos 10:19)

5.       Quais os benefícios do Compromisso?
Os jovens são poupados de feridas na sua vida sentimental, como as que um relacionamento mundano normalmente traz, tais como: ciúme, competição, vida sexual precoce e outros. O Compromisso resgata o romantismo de dois jovens que estão apaixonados, agindo de forma santa, valorizando coisas preciosas, porém esquecidas, como: o diálogo, um abraço, a oração, a pureza, o ato de amor carinhoso de dar ou dizer qualquer coisa sem que esteja objetivando uma relação sexual, por exemplo. No Compromisso, um jovem com segundas intenções, vai embora, por não conseguir aquilo(sexo) que quer. Enquanto os que permanecem sobem ao altar totalmente santos, e o beijo dado após terem oficialmente casado, se torna algo único.

6.       Testemunho de quem vive o compromisso
Faz um ano e quatro meses que vivo o Compromisso e posso dizer que a melhor escolha que fiz na minha vida foi a SANTIDADE NO RELACIONAMENTO! É muito mais lindo, romântico, e a gente tem aquela paz de estar no centro da vontade de Deus. Eu e o meu “compromissado” temos uma sintonia maravilhosa, porque ao invés de ficar se beijando a gente conversa muito e oramos juntos a Deus. Eu que há anos atrás vivi a experiência do namoro percebo o quanto o compromisso é maravilhoso!!! Me sinto mais protegida, não tenho medo de me sentir culpada por causa de pecado, porque não damos brecha para o pecado no nosso relacionamento. Tenho a certeza que estou construindo um casamento estável, duradouro alicerçado em Deus. Vale a pena pagar o preço!
     

terça-feira, 27 de maio de 2014

O que é Bodas de Ouro:


   

O que é Bodas de Ouro:

Bodas de ouro é o período referente a 50 anos de casamento, onde o casal festeja o aniversário da união e renova as promessas feitas durante o casamento.
Para cada aniversário de casamento foi associado um material e seu nome passou a representar a data. As bodas são comemoradas desde o primeiro ano, porém, as bodas mais festejadas são a de prata, que é quando o casal comemora 25 anos de casados, e a de ouro, quando o casal celebra 50 anos de casamento.
Muitos casais quando completam as bodas de ouro voltam à Igreja para renovar seus votos e as promessas feitas no dia do casamento, e a data é festejada com muitos convidados.
O termo boda tem sua origem no latim "vota" que significa "promessa". Boda é uma celebração de casamento, o nome é mais usado no plural: bodas e se refere aos votos matrimoniais, feitos no dia do casamento. Para cada ano de bodas existe um material que representa a nova etapa, e já é uma celebração tradicional na cultura ocidental comemorar o aniversário de bodas.
As festas das bodas surgiu na Alemanha, onde era costume de pequenos povoados, oferecer uma coroa de prata aos casais que completassem 25 anos de casados, e outra de ouro aos que chegassem aos 50. Então, com o passar dos séculos, foram criadas outras simbologias para os anos que ficam entre os 25 e os 50, e quanto mais tempo de casado, maior é a importância do material, que vai do mais frágil ao mais valorizado.

sábado, 17 de maio de 2014

Amor Verdadeiro

 Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.

Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente divino - o amor.

Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer
momento de sua vida.

Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado...

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...

Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...

Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela...

Se você preferir morrer, antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.

É uma dádiva.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.

Ou às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixa-lo acontecer verdadeiramente.

É o livre-arbítrio.

Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor

terça-feira, 1 de abril de 2014

FÉ E GRAÇA


       FÉ E GRAÇA
Rm 5.21 “Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo, nosso Senhor.”
A salvação é um dom da graça de Deus, mas somente podemos recebê-la em resposta à fé, do lado humano. Para entender corretamente o processo da salvação, precisamos entender essas duas palavras: Fé e Graça.
FÉ SALVÍFICA. A fé em Jesus Cristo é a única condição prévia que Deus requer do homem para a salvação. A fé não é somente uma confissão a respeito de Cristo, mas também uma ação dinâmica, que brota do coração do crente que quer seguir a Cristo como Senhor e Salvador (cf. Mt 4.19; 16.24; Lc 9.23-25; Jo 10.4, 27; 12.26; Ap 14.4).
(1) O conceito de fé no NT abrange quatro elementos principais:

(a) Fé significa crer e confiar firmemente no Cristo crucificado e ressurreto como nosso Senhor e Salvador pessoal (ver Rm 1.17 nota). Importa em crer de todo coração (At 8.37; Rm 6.17; Ef 6.6; Hb 10.22), ou seja: entregar a nossa vontade e a totalidade do nosso ser a Jesus Cristo tal como Ele é revelado no NT.
(b) Fé inclui arrependimento, i.e., desviar-se do pecado com verdadeira tristeza (At 17.30; 2Co 7.10) e voltar-se para Deus através de Cristo. Fé salvífica é sempre fé mais arrependimento (At 2.37,38; ver Mt 3.2, nota sobre o arrependimento).
(c) A fé inclui obediência a Jesus Cristo e à sua Palavra, como maneira de viver inspirada por nossa fé, por nossa gratidão a Deus e pela obra regeneradora do Espírito Santo em nós (Jo 3.3-6; 14.15, 21-24; Hb 5.8,9). É a “obediência que provém da fé” (Rm 1.5). Logo, fé e obediência são inseparáveis (cf. Rm 16.26). A fé salvífica sem uma busca dedicada da santificação é ilegítima e impossível.
(d) A fé inclui sincera dedicação pessoal e fidelidade a Jesus Cristo, que se expressam na confiança, amor, gratidão e lealdade para com Ele. A fé, no seu sentido mais elevado, não se diferencia muito do amor. É uma atividade pessoal de sacrifício e de abnegação para com Cristo (cf. Mt 22.37; Jo 21.15-17; At 8.37; Rm 6.17; Gl 2.20; Ef 6.6; 1Pe 1.8).
(2) A fé em Jesus como nosso Senhor e Salvador é tanto um ato de um único momento, como uma atitude contínua para a vida inteira, que precisa crescer e se fortalecer (ver Jo 1.12 nota). Porque temos fé numa Pessoa real e única que morreu por nós (Rm 4.25; 8.32; 1Ts 5.9,10), nossa fé deve crescer (Rm 4.20; 2Ts 1.3; 1Pe 1.3-9). A confiança e a obediência transformam-se em fidelidade e devoção (Rm 14.8; 2Co 5.15); nossa fidelidade e devoção transformam-se numa intensa dedicação pessoal e amorosa ao Senhor Jesus Cristo (Fp 1.21; 3.8-10; ver Jo 15.4 nota; Gl 2.20 nota).
GRAÇA. No AT Deus revelou-se como o Deus da graça e misericórdia, demonstrando amor para com o seu povo, não porque este merecesse, mas por causa da fidelidade de Deus à sua promessa feita a Abraão, Isaque e Jacó (ver Êx 6.9 nota; ver os estudos A PÁSCOA e O DIA DE EXPIAÇÃO). Os escritores bíblicos dão prosseguimento ao tema da graça como sendo a presença e o amor de Deus em Cristo Jesus, transmitidos
aos crentes pelo Espírito Santo, e que lhes outorga misericórdia, perdão, querer e poder para fazer a vontade de Deus (Jo 3.16; 1Co 15.10; Fp 2.13; 1Tm 1.15,16). Toda atividade da vida cristã, desde o seu início até o fim, depende desta graça divina.
(1) Deus concede uma medida da sua graça como dádiva aos incrédulos (1Co 1.4; 15.10), a fim de poderem crer no Senhor Jesus Cristo (Ef 2.8,9; Tt 2.11; 3.4).
(2) Deus concede graça ao crente para que seja “liberto do pecado” (Rm 6.20, 22), para que nele opere “tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.13; cf. Tt 2.11,12; ver Mt 7.21, nota sobre a obediência como um dom da graça de Deus), para orar (Zc 12.10), para crescer em Cristo (2Pe 3.18) e para testemunhar de Cristo (At 4.33; 11.23).
(3) Devemos diligentemente desejar e buscar a graça de Deus (Hb 4.16). Alguns dos meios pelos quais o crente recebe a graça de Deus são: estudar as Escrituras Sagradas e obedecer aos seus preceitos (Jo 15.1-11; 20.31; 2Tm 3.15), ouvir a proclamação do evangelho (Lc 24.47; At 1.8; Rm 1.16; 1Co 1.17,18), orar (Hb 4.16; Jd v. 20), jejuar (cf. Mt 4.2; 6.16), adorar a Cristo (Cl 3.16); estar continuamente cheio do Espírito Santo (cf. Ef 5.18) e participar da Ceia do Senhor (cf. At 2.42; ver Ef 2.9, nota sobre como opera a graça).
(4) A graça de Deus pode ser resistida (Hb 12.15), recebida em vão (2Co 6.1), apagada (1Ts 5.19), anulada (Gl 2.21) e abandonada pelo crente (Gl 5.4).

 Pr. Marcos Roberto Dias

domingo, 23 de fevereiro de 2014

10 dicas para um casamento feliz


 
  • 1

    Mantenha a chama do romance acesa

    Não importa quantos anos de relacionamento e intimidade vocês carregam na mala, o romance deve estar presente sempre, com a mesma intensidade dos primeiros meses de namoro. Mesmo com a correria do dia a dia, não esqueça de dizer o quanto você ama seu marido (ou sua mulher, para nossos homens leitores).
  • 2

    Não seja implicante

    Dividir a vida com uma outra pessoa não é fácil, principalmente com aqueles detalhes meio chatos do cotidiano: pagar as contas, tarefas domésticas, levar filho na escola, etc, etc. Não caia na tentação de implicar com aquelas coisinhas insignificantes. Essas bobagens são pequenas, mas causam um grande desgaste no relacionamento.
  • 3

    Respeito mútuo, sempre

    Para ter um casamento feliz e saudável, marido e mulher devem respeitar um ao outro e dar valor aos seus sentimentos. Nem sempre isso é fácil, já que cada pessoa é diferente da outra. Respeite também essas diferenças: de criação, de pensamento e até mesmo de valores. Essa é a base do amor!
  • 4

    Mantenha a comunicação: lúcida e honesta

    Uma das chaves para um casamento feliz é a comunicação: sincera, honesta, lúcida, sem ironia. E ter uma boa comunicação significa que não devemos falar tudo o que vem à cabeça. Em momentos de raiva ou no meio da briga, controle-se. As palavras ferem, sim. Portanto, saiba medi-las.
  • 5

    Sem mentiras

    Amor, confiança e lealdade são as bases de qualquer relacionamento, e estas três palavrinhas têm um papel importante para um casamento feliz. Mentir ou ocultar fatos pode te colocar em maus lençóis e gerar uma desconfiança desnecessária. Pense bem: você está dividindo sua vida inteira com outra pessoa. Porque não fazer da forma mais sincera possível?
  • 6

    Seja criativo

    Manter a chama do romance acesa por muito e muito tempo é trabalhoso, mas não impossível. Para tanto, você vai precisar de uma boa dose de criatividade. Fazer algo diferente, que surpreenda seu parceiro, é uma das mágicas para um casamento feliz. Pode ser um jantar, uma viagem, uma lingerie nova, um passeio no parque ou um simples bilhete em cima da cama. Demonstre seu amor de diferentes formas!
  • 7

    Crítica construtiva

    As pessoas têm seus lados positivos e negativos, e é isso que torna o mundo bonito e diversificado. Sim, você pode apontar para seu parceiro aquilo que não te agrada, de uma forma respeitosa e construtiva. Saiba, porém, que não podemos moldar uma pessoa segundo nosso ideal de perfeição...
  • 8

    Compromisso

    É a palavra que melhor descreve um casamento. Lidar com o cotidiano da vida ao lado de uma pessoa diferente de você requer uma enorme persistência. E para ter essa persistência e criar um casamento feliz, você vai precisar de uma noção de compromisso muito grande. “Ajustar os ponteiros” do casal é o que faz uma relação saudável. E isso deve vir das duas partes.
    9

    Não se esqueça dos dias especiais

    Em um casamento, todos os dias serão daquele jeitinho. A rotina faz parte, e é benéfica. Mas mais benéfico ainda é sair dela de vez em quando. Aproveitem as datas importantes na vida de vocês para curtir muito essa união e surpreender um ao outro.

    10

    Divida as responsabilidades

    Em um casamento feliz, homem e mulher têm suas responsabilidades e deveres divididas de forma justa e igualitária, assim nenhum se sente sobrecarregado. Encontre um equilíbrio, e terá bons (e muito melhores) resultados.

sábado, 26 de outubro de 2013

Como educar os filhos?


                        Limites e coerência são dois princípios importantes na hora de educar


   Criar filhos inteligentes, responsáveis, tolerantes, com boa autoestima... Educar é um desafio diário para todos os pais, sem exceção. As dúvidas que vêm com essa responsabilidade foram tema de palestra promovida pelo Educar para Crescer.

Dois profissionais com mais de 20 anos de experiência na área da Educação falaram para os funcionários da DGB, holding de logística e distribuição do Grupo Abril nesta quinta-feira (15), em mais uma edição do projeto Cruzando Pontes, uma iniciativa do Grupo Abril que convida especialistas para falar com os funcionários do grupo sobre importantes temas da sociedade.

A importância dos limites
"A palavra-chave para educar os filhos é não." Assim começou a exposição da psicóloga Rosana Augone, especializada em psicologia infantil e com mais de 30 anos de experiência na área. Essa palavrinha mágica é muito importante na formação da criança e, apesar de parecer fácil dizê-la, os pais penam para manterem-se firmes no "não".

Dar limites de forma coerente é o principal desafio nos sete primeiros anos da criança- que são também os mais importantes na vida da criança, pois é a fase construtora, quando as bases da personalidade da criança são estabelecidas.

Muitos pais não querem ser autoritários e essa insegurança de errar ou traumatizar os filhos atrapalham a construção de uma autoridade saudável e necessária. "O pai não pode ficar em cima do muro. Dizer ‘não’ e depois ceder ou dizer ‘sim’ e depois mudar de ideia é muito ruim para os pais, que perdem autoridade, e para as crianças, que ficam sem referência", explica. Isso acaba ensinando, sem querer, que se o filho fizer birra ou seduzir os pais, é possível conseguir tudo o que querem.

O resultado? As crianças não amadurecem e podem permanecer nessa fase de desenvolvimento, em que são impacientes manipuladoras, intolerantes, inseguras, egocentradas e cheias de si.

Rosana concluiu dizendo que não existem receitas para educar as crianças, mas é importante que os pais sejam coerentes na hora de dizer sim e não, sabendo os limites do que elas podem ou não fazer vão se modificando conforme o tempo. "Por mais duro que os pais sejam, eles educam com amor. Se vocês não fizerem isso em casa, as crianças vão aprender os limites fora de casa e da escola, onde

Os três pilares para uma educação saudável, elencados pela psicóloga Rosana Augone:
a) Aprender a dizer não, para que a criança aprenda limites e outras regras sociais de convivência
b) Dar autonomia, de maneira que a criança aprenda a fazer suas próprias escolhas e serem responsáveis pelas consequências delas
c) Não se esquecer de elogiar, pois quando a criança sabe quais são suas qualidades - e defeitos-, sua autoestima é fortalecida.
Parceria entre família e escola
Os efeitos da falta de limites e de coerência em casa acabam gerando problemas mais tarde, na escola. E foi exatamente sobre a relação entre a família e a escola que falou o pedagogo e cientista social Laércio Carrer, coordenador de Ensino Fundamental no Colégio Albert Sabin. com mais de 23 anos de experiência como educador.

A criança que vem de uma educação sem limites chega na escola acostumada ter seus desejos individuais atendidos, mas o espaço escolar é coletivo. "A criança perde a "exclusividade" que tinha em casa e precisa aprender a dividir a atenção com outros colegas e a conviver com o diferente", disse Carrer.

O conflito, porém, se estende para a relação entre a família e a escola. Para Carrer, alguns pais têm a expectativa de que o professor seja o segundo pai dos filhos. "Quando existe essa oposição entre família e escola todos perdem: a escola, os pais, os educadores e, principalmente, os filhos", concluiu.

Ele alerta que esse processo acaba produzindo uma sociedade pouco saudável. A escola é o espaço da diferença, que deveria enriquecer a ligação com a divergência e a diversidade, porém, Carrer explica que hoje as crianças não são ensinadas a aceitar o diferente. "Aí nasce o preconceito. Isso é um aspecto sério para a construção de uma sociedade saudável. Vemos o outro não como próximo, mas como adversário", apontou.

Três dicas para a construção de uma parceria entre família e escola, pelo pedagogo Laércio Carrer:
a) Conhecer a escola, entender seu projeto pedagógico, para saber se a instituição responde às expectativas da família.
b) Entender que a escola é aliada na educação do filho e estabelecer o respeito mútuo
c) Apenas o diálogo pode resolver a confusão sobre qual é o papel da escola e o papel da família.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

10 Dicas para não se casar com a pessoa errada



    Com a taxa de divórcio acima de 50%, aparentemente pessoas demais estão cometendo um grave erro ao decidir com quem pretendem passar o resto de sua vida. Para evitar tornar-se uma “estatística”, tente interiorizar estes dez pontos a fim de não entrar em uma “fria”.
1. Você escolhe a pessoa errada porque espera que ele/ela mude depois do casamento.
O erro clássico. Nunca despose um potencial. A regra de ouro é: Se você não pode ser feliz com a pessoa como ela é agora, não se case. Como disse, muito sabiamente, um colega meu: “Na verdade, pode-se esperar que alguém mude depois de casado… para pior!”
Portanto, quando se trata da espiritualidade, caráter, higiene pessoal, habilidade de se comunicar e hábitos pessoais de outra pessoa, assegure-se de que pode viver com estes como são agora.
2. Você escolhe a pessoa errada porque se preocupa mais com a química que com o caráter.
A química acende o fogo, mas o bom caráter o mantém aceso. Esteja consciente da síndrome “Estar apaixonado”. “Estou apaixonado” freqüentemente significa “Sinto atração física.” A atração está lá, mas você averiguou cuidadosamente o caráter dessa pessoa?
Aqui estão quatro traços de personalidade para serem definitivamente testados:
Humildade: Esta pessoa acredita que “fazer a coisa certa” é mais importante que o conforto pessoal?
Bondade: Esta pessoa gosta de dar prazer aos outros? Como ela trata as pessoas com as quais não tem de ser agradável? Ela faz algum trabalho voluntário? Faz caridade?
Responsabilidade: Posso confiar que esta pessoa fará aquilo que diz que fará?
Felicidade: Esta pessoa gosta de si mesma? Ela aprecia a vida? É emocionalmente estável?
Pergunte-se: Eu desejo ser como esta pessoa? Quero ter um filho com esta pessoa? Gostaria que meu filho se parecesse com ela?
3. Você fica com a pessoa errada porque o homem não entende aquilo que a mulher mais precisa.
Homens e mulheres têm necessidades emocionais específicas, e quase sempre, é o homem que simplesmente “não consegue.” A tradição judaica coloca sobre o homem o ônus de entender as necessidades emocionais de uma mulher, e de satisfazê-las.
Para a mulher, o mais importante é ser amada – sentir que é a pessoa mais importante na vida do marido. O marido precisa dar-lhe atenção consistente e verdadeira.
Isso fica mais evidente na atitude do judaísmo para com a intimidade sexual. A Torá obriga o marido a satisfazer as necessidades sexuais da mulher. A intimidade sexual é sempre colocada em termos femininos. Os homens são orientados para um objetivo, principalmente quando se trata desta área. Como disse certa vez uma mulher inteligente: “O homem tem duas velocidades: ligado e desligado.” As mulheres são orientadas pela experiência. Quando um homem é capaz de trocar as marchas e torna-se mais orientado pela experiência, descobrirá o que faz sua esposa muito feliz. Quando o homem se esquece de suas próprias necessidades e se concentra em dar prazer à mulher, coisas fantásticas acontecem.
4. Você escolhe a pessoa errada porque vocês não partilham metas de vida em comum e prioridades.
Existem três maneiras básicas de nos conectarmos com outra pessoa:
1. Química e compatibilidade
2. Partilhar interesses em comum
3. Compartilhar o mesmo objetivo de vida
Assegure-se de que você compartilha o profundo nível de conexão que objetivos de vida em comum proporcionam. Após o casamento, os dois crescerão juntos ou crescerão separados. Para evitar crescer separado, você deve entender para que “está vivendo” enquanto é solteiro – e então encontrar alguém que tenha chegado à mesma conclusão que você.
Esta é a verdadeira definição de “alma gêmea.” Uma alma gêmea tem o mesmo objetivo – duas pessoas que em última instância compartilham o mesmo entendimento ou propósito de vida, e portanto possuem as mesmas prioridades, valores e objetivos.
5. Você escolhe a pessoa errada porque logo se envolve sexualmente.
O envolvimento sexual antes do compromisso de casamento pode ser um grande problema, porque muitas vezes impede uma completa exploração honesta de aspectos importantes. O envolvimento sexual tende a nublar a mente da pessoa. E uma mente nublada não está inclinada a tomar decisões corretas.
Não é necessário fazer um “test drive” para descobrir se um casal é sexualmente compatível. Se você faz a sua parte e tem certeza que é intelectual e emocionalmente compatível, não precisa se preocupar sobre compatibilidade sexual. De todos os estudos feitos sobre o divórcio, a incompatibilidade sexual jamais foi citada como o principal motivo para as pessoas se divorciarem.
6. Você fica com a pessoa errada porque não tem uma profunda conexão emocional com esta pessoa.
Para avaliar se você tem ou não uma profunda conexão emocional, pergunte: “Respeito e admiro esta pessoa?”
Isso não significa: “Estou impressionado por esta pessoa?” Nós ficamos impressionados por um Mercedes. Não respeitamos alguém porque tem um Mercedes. Você deveria ficar impressionado pelas qualidades de criatividade, lealdade, determinação, etc.
Pergunte também: “Confio nesta pessoa?” Isso também significa: “Ele ou ela é emocionalmente estável? Sinto que posso confiar nele/nela?”
7. Você se envolve com a pessoa errada porque escolhe alguém com quem não se sente emocionalmente seguro.
Faça a si mesmo as seguintes perguntas: Sinto-me calmo, relaxado e em paz com esta pessoa? Posso ser inteiramente eu mesmo com ela? Esta pessoa faz-me sentir bem comigo mesmo? Você tem um amigo realmente íntimo que o faz sentir assim? Assegure-se que a pessoa com quem vai se casar faz você sentir-se da mesma forma!
De alguma maneira, você tem medo desta pessoa? Você não deveria sentir que é preciso monitorar aquilo que diz porque tem medo da reação da outra pessoa. Se você tem receio de expressar abertamente seus sentimentos e opiniões, então há um problema com o relacionamento.
Um outro aspecto de sentir-se seguro é que você não sente que a outra pessoa está tentando controlá-lo. Controlar comportamentos é sinal de uma pessoa abusiva. Esteja atento para alguém que está sempre tentando modificá-lo. Há uma grande diferença entre “controlar” e “fazer sugestões.” Uma sugestão é feita para seu benefício; uma declaração de controle é feita para o benefício de outra pessoa.
8. Você fica com a pessoa errada porque você não põe todas as cartas na mesa.
Tudo aquilo que o aborrece no relacionamento deve ser trazido à baila para discussão. Falar sobre aquilo que incomoda é a única forma de avaliar o quão positivamente vocês se comunicam, negociam e trabalham juntos. No decorrer de toda a vida, as dificuldades inevitavelmente surgirão. Você precisa saber agora, antes de assumir um compromisso: Vocês conseguem resolver suas diferenças e fazer concessões que sejam boas para ambas as partes?
Nunca tenha receio de deixar a pessoa saber aquilo que o incomoda. Esta é também uma maneira para você testar o quanto pode ficar vulnerável perante esta pessoa. Se você não pode ser vulnerável, então não pode ser íntimo. Os dois caminham juntos.
9. Você escolhe a pessoa errada porque usa o relacionamento para escapar de problemas pessoais e da infelicidade.
Se você é infeliz e solteiro, provavelmente será infeliz e casado, também. O casamento não conserta problemas pessoais, psicológicos e emocionais. Na melhor das hipóteses, o casamento apenas os exacerbará.
Se você não está feliz consigo mesmo e com sua vida, aceite a responsabilidade de consertá-la agora, enquanto está solteiro. Você se sentirá melhor, e seu futuro cônjuge lhe agradecerá.
10. Você escolhe a pessoa errada porque ele/ela está envolvido em um triângulo.
Estar “triangulado” significa que a pessoa é emocionalmente dependente de alguém ou de algo, ao mesmo tempo em que tenta desenvolver um outro relacionamento. Uma pessoa que não se separou de seus pais é o exemplo clássico de triangulação. As pessoas também podem estar trianguladas com objetos, tais como o trabalho, drogas, a Internet, passatempos, esportes ou dinheiro.
Assegure-se de que você e seu parceiro estejam livres de triângulos. A pessoa apanhada em um triângulo não pode estar emocionalmente disponível por completo para você. Você não será a prioridade número um. E isso não é base para um casamento.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Quando um casamento doce torna-se amargo

 
“Casaram-se e foram felizes para sempre.” Essa pode ser uma frase de impacto, mas não é verdadeira. Combina com um filme romântico, mas não com a vida real. Não existecasamento perfeito. Não existe felicidade automática. A felicidade conjugal precisa ser construída com renúncia e investimento. Cerca de 50% das pessoas que vão sorrindo para o altar no dia do casamento passam o resto da vida chorando por causa do casamento. Cerca de 70% das pessoas que se divorciam e se casam de novo descobrem que o segundo casamento é mais problemático que o primeiro. As feridas abertas pelo rompimento do casamento sangram e doem muito. Doem, sobretudo, nos filhos, as maiores vítimas do divórcio dos pais. O impacto do divórcio na vida de algumas crianças é mais forte do que a morte de um dos pais.
Ao atender uma jovem senhora em prantos, com a palma da mão rasgada numa briga conjugal, perguntei-lhe: “Quantos anos você tem de casada?”. Ela me respondeu: “Dois meses”. Um detalhe, ela era filha de pastor, e o marido, filho de presbítero. O doce ficara amargo ainda na lua-de-mel. Outra mulher, com seis meses de casamento, disse-me: “Eu não sei o que é ser feliz no casamento”. Como está seu casamento? Quão feliz você é em seu relacionamento conjugal? O que você poderia fazer para melhorar seu relacionamento com seu cônjuge?
No casamento, é possível começar bem e terminar mal. E possível começar na dependência de Deus e perder o temor de Deus no meio do caminho. E possível começar em harmonia e terminar com feridas e mágoas. E possível fazer um casamento dentro da vontade de Deus e destruí-lo com as próprias mãos. E possível começar com intenso amor e afogar o casamento no mar da indiferença, da amargura e da separação.
Como está seu casamento? E aquilo que você sonhou? Como está sua família? E o que você planejou? Vejamos agora um casal que começou bem e terminou mal, uma família que tinha tudo para dar certo e sofreu reveses terríveis.
Uma família que tinha tudo para dar certo
O casamento de Isaque com Rebeca tinha tudo para dar certo. Eles formavam o que chamamos de um par perfeito. Vejamos as qualidades de Isaque, um excelente partido, um jovem cobiçado por qualquer mãe como genro, Isaque tinha berço, tinha dinheiro e era um jovem crente. Ele reunia condições físicas, sociais e espirituais para agradar a mais exigente das candidatas ao matrimônio. Vejamos alguns de seus predicados:
Em primeiro lugar, Isaque era jovem. Ele casou-se com 40 anos (Gn 25.20). Tendo em vista que ele morreu com 180 anos (Gn 35.28,29), casou-se muito moço. Isso equivale a um homem que chega aos 80 anos casar-se com vinte anos. Ele estava no auge de seu vigor físico.
Em segundo lugar, Isaque era herdeiro único de uma grande fortuna. Isaque era o filho da promessa, o herdeiro único da grande fortuna de Abraão (Gn 24.35,36). Isaque era aquilo que poderíamos chamar de um excelente partido. Era um jovem rico, membro de uma família importante, depositário de grandes promessas e alvo de grandiosas esperanças. Sua vida financeira estava garantida. Ele não precisaria desgastar-se para granjear riquezas, mas apenas administrar o grande legado recebido do pai.
Em terceiro lugar, Isaque era herdeiro de um futuro espiritual glorioso. A descendência espiritual de Abraão viria por intermédio dele (Gn 21.12). Isaque seria pai de uma multidão. A bênção da aliança passava por ele. Ele era a semente bendita da qual uma multidão haveria de nascer para conhecer e andar com Deus.
Em quarto lugar, Isaque era um homem espiritual. Isaque tinha o hábito de meditar nas coisas de Deus (Gn 24.63). Ele era um homem de oração. Temia a Deus. Aprendeu isso aos pés de seu pai, Abraão.
Veremos, agora, que Rebeca foi escolhida especialmente por Deus para ser esposa de Isaque. Enquanto Isaque meditava e orava, possivelmente pedindo a Deus uma esposa, Deus preparou para ele uma mulher extraordinária. Enquanto Abraão se dedicou a buscar uma esposa para seu filho, Deus lhe deu uma nora com qualidades magníficas. Destacamos aqui algumas iniciativas de Abraão, pai de Isaque, em relação ao casamento do seu filho.
Em primeiro lugar, Abraão entendeu que Isaque precisava casar-se com uma jovem fiel a Deus(Gn 24-3). Abraão sabia que Isaque não podia casar-se com uma cananita (Gn 24.3). Eles não serviam ao mesmo Deus. Eles adoravam outros deuses. Abraão estava decidido a orientar seu filho nessa área vital da vida. Os pais precisam ser mais participativos no processo da escolha do cônjuge para seus filhos. Abraão mandou buscar uma jovem dentre seu povo. Abraão estava convencido de que Deus é quem dá a esposa prudente (Pv 19.14; 18.22).
Em segundo lugar, Abraão procurou o seu servo mais velho para procurar uma jovem com quem Isaque deveria se casar (Gn 24-2). E relevante que Abraão não chamou um jovem, um playboy, um garotão, mas seu servo mais velho, mais experiente, para escolher uma esposa para seu filho. Os jovens precisam ouvir os conselhos dos mais velhos na área do casamento.
Em terceiro lugar, Abraão e seu servo buscaram a direção divina na escolha da esposa de Isaque (Gn 24.7,14). Precisamos orar a Deus pelo casamento de nossos filhos. A vontade de Deus precisa ser feita nessa importante área da vida. Alguém já disse que, se não pedirmos a Deus o nosso cônjuge, o diabo pode nos dar um.
Quando o servo de Abraão encontrou Rebeca, ele não teve dúvidas de que ela era a resposta de suas orações e de que estava diante daquela que o próprio Deus preparara para Isaque. Rebeca tinha qualidades extraordinárias. Tinha o perfil ideal para ser a esposa de Isaque. Vejamos suas qualificações:
Em primeiro lugar, Rebeca era uma jovem bonita (Gn 24.16). Ela era uma moça graciosa, bela e encantadora. Bela por fora e bela por dentro. Tinha aparência física agradável e também uma vida interior com conteúdo.
Em segundo lugar, Rebeca era uma jovem trabalhadora (Gn 24.15). Ela era pastora, e não uma peça de porcelana, frágil, indefesa e mimada. Ela não cresceu numa redoma de vidro, numa estufa familiar, mas na arena do trabalho. Seu caráter foi forjado na urdidura da luta. Era uma jovem preparada para os desafios da vida, e não uma donzela frágil e sem tempera para os combates da vida.
Em terceiro lugar, Rebeca era uma jovem prestativa (Gn 24.20). Logo que Rebeca viu Eliezer com seus camelos, providenciou água, tirando-a do poço para o peregrino e seus animais. Rebeca tinha força nos braços, destreza nas atitudes e generosidade no coração.
Em quarto lugar, Rebeca era uma jovem amada pelos pais (Gn 24.55). Tinha saúde emocional. Não precisava se entregar ao primeiro aventureiro nem tinha carências afetivas. Era uma jovem bem resolvida emocionalmente, com uma auto-estima saudável.
Em quinto lugar, Rebeca era uma jovem decidida (Gn 24.57,58). Logo que ela entendeu o propósito de Deus para sua vida, dispôs-se a deixar pai e mãe e unir-se àquele que Deus havia preparado para ela. Sair do ninho dos pais antes da hora, prematuramente, pode ser um desastre, mas deixar de sair na hora certa também pode ser uma fonte de desalento. Rebeca tinha decisão própria. Ela sabia fazer suas próprias escolhas com segurança.
Em sexto lugar, Rebeca era uma jovem recatada (Gn 24.65). Quando ela viu Isaque, cobriu o rosto com o véu. Ela, em vez de despir-se e se mostrar insinuante, buscou o recato. Hoje, muitas jovens tentam atrair seu pretendente, seduzindo-o pelos encantos do corpo, vestindo-se provocantemente, mas a jovem sábia é recatada e busca ressaltar os predicados morais, mais do que os dotes físicos.
O resultado desse conjunto de medidas é que Isaque, ao ver Rebeca, amou-a à primeira vista (Gn 24:67). Foi um encontro curto, mas eficaz por causa da longa preparação. Hoje, temos relacionamentos vulneráveis, porque eles começam sem nenhum planejamento, sem nenhuma preparação espiritual. O casamento de Isaque e Rebeca aconteceu no tempo de Deus, dentro do projeto de Deus, conforme a vontade de Deus.
Rebeca era estéril. Por ela, Isaque orou vinte anos, e Deus ouviu sua oração. Ela foi curada, e concebeu, dando à luz dois filhos gêmeos, Esaú e Jacó (Gn 25.21,26).
Uma família ameaçada pela imprudência
Isaque era um homem de Deus, mas cometeu alguns erros graves em seu casamento. Listaremos alguns deles:
Em primeiro lugar, a falta de transparência (Gn 26.7-11). Ele imitou os erros de seu pai, Abraão. Abraão mentiu sobre Sara, sua mulher, para poupar sua vida. Ele enfraqueceu o mais estreito dos laços humanos para livrar sua pele. Ele acovardou-se acerca do assunto mais sagrado do casamento, a fidelidade conjugal, e, assim, expôs Sara a uma situação de profundo constrangimento. Isaque, de igual forma, expôs Rebeca, sua mulher, ao perigo (Gn 26.7),colocando-a na vitrina da cobiça e do desejo. A beleza de Rebeca tornou-se um fator de crise no casamento. Isaque teve três atitudes reprováveis nessa falta de transparência:
Primeiro, a mentira. O mesmo Isaque que tivera tantas vitórias com Deus fracassa, agora, na área moral. Ele, que já vencera provas maiores, agora cai diante de uma prova menor. Israel venceu Jericó e caiu diante de Ai. Davi venceu um leão e caiu na teia da impureza. Sansão matou mil filisteus com uma queixada de jumento, mas caiu no colo de uma filisteia. Isaque, para poupar a sua vida, afirma que Rebeca é sua irmã. Ele nega o mais estreito dos relacionamentos. Para salvar sua pele, põe sua mulher em risco. Ele expõe sua mulher na vitrina dos desejos. Em vez de amá-la e protegê-la, Isaque a expõe. Mas a mentira tem pernas curtas: a mentira contada(Gn 26.7) torna-se mentira descoberta (Gn 26.8). Isaque era marido dentro do quarto e irmão na rua. Ele estava vivendo uma mentira. A mentira descoberta torna-se mentira reprovada (Gn 26.10,11). Isaque havia feito um grande mal a si mesmo, à esposa e ao povo filisteu. Sua mentira era uma loucura consumada que abalou os alicerces da confiança de seu casamento.
Segundo, o egoísmo. Isaque pensou só em si mesmo. Ele olhou sua mulher como um objeto que podia ser usado para sua proteção. Em vez de proteger sua mulher, fez dela seu escudo. Ele abusou de Rebeca, sem respeitar seu caráter e sua dignidade. Sua mentira e seu egoísmo eram uma negação de seu amor e de seu romantismo. Ele acaricia sua mulher no recesso do quarto e nega seu casamento em público. Sua covardia é maior do que o seu amor. Há cônjuges que só conseguem ter intimidade na cama, mas não expressam mais a harmonia conjugai nas suas palavras e atitudes. A partir daquele momento, Rebeca não dialoga mais com Isaque. Eles fingem uma harmonia que não mais existe. O diálogo morreu na vida daquele casal. Quem planta egoísmo colhe solidão.
Terceiro, o medo. O amor lança fora todo o medo. O amor tudo sofre, tudo crê, tudo suporta. O medo de Isaque foi desamor à esposa e descrença em Deus. Isaque conseguiu grandes vitórias na vida profissional. Tornou-se um homem riquíssimo, mas fracassou no casamento. O pecado é maligníssimo. Isaque aprendeu a mentira com seu pai. Rebeca aprendeu a mentir com seu marido. Jacó, com a sua mãe.
Em segundo lugar, a falta de confiança e de comunicação entre o casal (Gn 27.5). O tempo e a rotina começaram a desgastar aquele lar. O relacionamento de Isaque e Rebeca ficou estremecido. A comunicação morreu entre eles. Não havia mais diálogo. A harmonia do casamento era coisa do passado, esse casal que começou de maneira tão bonita, agora chega a velhice sem intimidade, sem comunhão, sem diálogo. Agora Rebeca escuta os comentários do marido detrás da porta. Isaque não partilha com ela os desejos de seu coração. Um silêncio impera entre eles. Eles não confiam mais um no outro.
Em terceiro lugar, a falta de sabedoria na criação dos filhos (Gn 25.28; 26.5-8). Dois erros graves são cometidos por Isaque e Rebeca na criação dos filhos gêmeos:
Primeiro, eles tem preferência por um filho em detrimento do outro (Gn 25.28). Eles ficaram vinte anos sem ter filhos, e, agora, os filhos são transformados em problemas. Eles transformaram uma bênção num problema. Os filhos, em vez de unir, separam o casal. Isaque tem preferência por Esaú, e Rebeca, por Jacó. Tem favoritismos. Eles fizeram dos filhos um motivo de tropeço para o casamento. Eles cometem um grave pecado contra os filhos. Eles tem preferência por um filho em prejuízo do outro. Jacó aprendeu esse erro com os pais e o comete mais tarde, amando mais a José que seus irmãos.
Segundo, eles semeiam o ciúme, a competição e o ódio no coração dos filhos (Gn 27.5-8). Eles lançaram no coração dos filhos o ciúme, a inveja, a disputa e a competição. Em vez de amigos, os filhos cresceram como concorrentes e rivais. Eles se esqueceram de que, na família, primeiro vem o cônjuge e, depois, os filhos. Rebeca ensina Jacó a mentir. Esaú passa a odiar seu irmão e a desejar sua morte (Gn 27.34,36,41). Jacó precisa fugir de casa para salvar sua vida. Esaú, para vingar-se dos pais, pune-se a si mesmo, casando-se com mulheres filisteias, que se tornam amargura de espírito para seus pais.
Em terceiro lugar, a falta do temor a Deus nas decisões (Gn 27.13). Quatro fatos nos chamam a atenção nesse episódio:
Primeiro, a atitude pecaminosa de Isaque. Isaque peca contra Deus e contra seus filhos ao querer inverter o propósito de Deus (Gn 25.23). Deus escolhera Jacó, mas Isaque queria abençoar Esaú. Isaque queria interferir no e inverter o projeto de Deus. Ele queria desfazer a obra de Deus, mudar os decretos de Deus. Lutar contra Deus é abraçar uma luta inglória. Ninguém pode lutar com Deus e sair vitorioso. Os planos de Deus não podem ser frustrados.
Segundo, a atitude pecaminosa de Rebeca. Rebeca tenta dar uma mãozinha a Deus usando o expediente da traição e da mentira. Rebeca queria fazer a coisa certa de forma errada. Mas Deus não precisa de nossa ajuda. Ele é poderoso para fazer tudo quanto ele mesmo estabeleceu. Rebeca estava fraca espiritualmente e começou a duvidar do cumprimento da promessa de Deus a Jacó. Isaque estava prestes a dar a bênção que Deus prometera a Jacó a Esaú. Então, ela tomou o destino dos filhos em suas próprias mãos. Ela não acreditou em Deus. Ela duvidou de Deus. Ela passou à frente de Deus. Ela fez as coisas do seu modo. Ela não aproveitou o momento para conversar com o marido. Ela decidiu enganar o marido e trair o filho Esaú. Ela instigou Jacó a mentir, a enganar e a trapacear. A mentira vem do Maligno. Mas Rebeca estava tão cega e tão longe de Deus que chegou a ponto de perder o temor a Deus (Gn 27.13).
Terceiro, Esaú, ao ver o seu lar vivendo de aparências, desprezou Deus. Esaú passou a desprezar as coisas de Deus. Tornou-se um profano. Ele menosprezou os dons de Deus. Ele vendeu seu direito de primogenitura. Esaú, ao perceber que seus pais viviam apenas uma coreografia de espiritualidade, casou-se com mulheres pagas. Esse casamento foi uma tragédia em sua vida e na de seus pais (Gn 26.34-35).
Quarto, Jacó aprendeu a ser um enganador dentro da casa de seus pais. Jacó, movido pela vontade inflexível de sua mãe, en¬ganou seu velho pai. Mentiu, forjando sua identidade. Passou-se por Esaú. Blasfemou contra Deus e deu um beijo de mentira em seu pai (Gn 27.18-20,24,26,27). Ele aprendeu com a mãe e, daí para a frente, viveu como um suplantador, um enganador. O lar é um campo de semeadura. Nós escolhemos o que plantamos. Refletimos quem somos em nossos filhos. Bebemos o refluxo de nosso próprio fluxo. Nós nos multiplicamos e nos reproduzimos na vida de nossos filhos. Porque Isaque e Rebeca plantaram a falta de diálogo, seus filhos cresceram sem amizade. Porque Isaque e Rebeca tinham preferências, seus filhos cresceram como rivais. Porque Isaque e Rebeca semearam competição entre os filhos, eles colheram o ódio de Esaú por Jacó. Porque eles não cultivaram amizade entre os filhos, passaram a velhice na solidão, longe dos filhos.
Uma família que colhe os tristes resultados de sua imprudência
Quem semeia colhe. Colhe o que planta, colhe mais do que planta e colhe o que não quer ceifar. Destacamos dois pontos para nossa reflexão.
Em primeiro lugar, Isaque e Rebeca não aprenderam com os erros e permitiram que a família fracassasse pouco a pouco. Todo casal precisa aprender a reconhecer as falhas e se corrigir. O fracasso só é fracasso quando não aprendemos com ele. O fracasso não pode ser nosso coveiro; precisa ser nosso pedagogo. Isaque e Rebeca não faziam correção de rota. Eles não discutiam os problemas, nem se perdoavam. Eles deixavam as coisas acontecer. O divórcio começa com a falta de diálogo dentro de casa. Há casais divorciados vivendo debaixo do mesmo teto. Eles empurram a vida com a barriga e jogam os problemas debaixo do tapete.
O que destroi um casamento, uma família, normalmente, não são os grandes problemas, mas os pequenos problemas não resolvidos em tempo oportuno. Salomão alerta sobre as raposinhas que devastam as vinhas em flor. Os maiores seres vivos do Planeta são as sequoias, as árvores gigantes no sul da Califórnia. Elas são maiores árvores do mundo. São necessários dezoito homens para abraçar o caule de uma sequoia. Um dia, uma dessas árvores gigantescas foi tombada ao chão. Os especialistas curiosos foram pesquisar a causa desse colapso. Descobriram que besouros pequenos, como cupins, haviam minado, solapado, aquela árvore, roendo-a até que ela fosse completamente destruída por dentro. O casamento é uma sequoia que pode ser derrubada pelos besouros das pequenas coisas. A Bíblia ordena a não deixarmos o sol se por sobre nossa ira. Ou seja, não podemos adiar a solução de um problema. Não podemos ir para a cama com pendências. Não é prudente dormir e acordar com o coração empapuçado de mágoa. Isso gera raiz de amargura e envenena a alma.
Em segundo lugar, a família toda sofreu as inevitáveis consequências dos erros cometidos por Isaque e Rebeca. Porque Isaque e Rebeca se afastaram dos princípios de Deus, toda a família sofreu os reveses. Ninguém ficou ileso. Ninguém escapou de sofrer os esbarros do colapso dessa família que começou tão bem e agora estava caminhando para a falência. Vejamos o que aconteceu a cada membro dessa família que tinha tudo para ser um referencial de felicidade.
Primeiro, Isaque. O nome dele significa riso, mas nunca mais Isaque teve motivo para rir. Em certo sentido, ele perdeu os seus dois filhos num único dia. Um saiu de casa fugido. O outro saiu para vingar-se dos pais, punindo-se a si mesmo, casando-se com mulheres estrangeiras que foram amargura de espírito para eles (Gn 28.9).
Segundo, Esaú. Ele perdeu o respeito pela mãe. Ficou revoltado, amargo. Desgostou-se com seu lar. Passou a alimentar um ódio assassino por Jacó. Rebeca armou uma guerra dentro de sua própria casa. Seus filhos se tornaram inimigos mortais.
Terceiro, Jacó. Ele precisou fugir de casa. Sai como mentiroso, traidor, embusteiro. Sai com a consciência culpa protetora fracassada.
Quarto, Rebeca. Ela prometera a Jacó: “Refugia-te na casa de Labão, meu irmão, [...] e demora-te com ele alguns dias [...]; então mandarei trazer-te de lá” (Gn 27.42-45).
Vinte anos se passaram, e Jacó não voltou. Rebeca nunca mais viu seu filho. Ela morreu sem cumprir a promessa. Viveu amargamente sua velhice, ao ver o seu lar desmoronado pelas suas próprias mãos. Rebeca, na verdade, foi incapaz de prever todo o alcance de seus atos. O ódio despertado no coração de Esaú continuou por gerações futuras. Durante muitos séculos, os edomitas, descendentes de Esaú, seriam inimigos de Israel. Os edomitas jamais cessaram de odiar os israelitas. O livro do profeta Obadias descreve com cores fortes esse ódio dos edomitas a ponto de sentirem prazer com a desgraça de seus irmãos israelitas. Herodes, o Grande, o homem que quis matar Jesus em Belém, e seu filho, Herodes Antipas, o homem que ridicularizou Jesus durante seu julgamento, eram edomitas, descendentes de Esaú.
Toda a família sofreu as consequências da imprudência de um casal que começou bem, mas não soube resolver os assuntos familiares com sabedoria.
Isaque ficou só, envergonhado, sem sorriso, um gran¬de homem, um grande empresário, um homem rico, mas um marido descuidado e um pai parcial.
Rebeca perdeu seu filho predileto, perdeu o respeito de Esaú, traiu seu marido, não levou Deus a sério.
Jacó perdeu a casa, perdeu a mãe protetora, perdeu o amor do irmão e a consciência tranquila.
Esaú puniu a si mesmo para vingar-se dos pais (Gn 28.6-9). Esperou o pai morrer para vingar-se do irmão.
Como está sua família? Como está seu relacionamento conjugal? Há transparência? Há amor comprometido? Há fidelidade? Há brigas e mágoas dentro de seu lar? Como os seus filhos se relacionam? Eles são amigos? Vocês os tratam de forma justa e imparcial?
Como está a comunicação em seu lar? Como está a reverência pelas coisas de Deus? Nossos lares precisam urgentemente de um avivamento espiritual. Consagre hoje seu lar ao Senhor.
Consagre seus filhos ao Senhor. Deposite seu casamento no altar.
Vinte anos depois, Deus restaurou a amizade de Jacó e Esaú. Mas Rebeca não viu isso, e o pai estava muito velho para alegrar-se nessa restauração. Peça a Deus que faça você ver um milagre em sua família!
Fonte: Livro: “Quatro homens, um destino” – Hernandes Dias Lopes